segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Essa é Pra Você... Indeciso #4

Tô aqui sentadinho na minha cama, são 23:57h e decidi escrever um pouquinho. Sabe porquê? Porque eu quis, eu sou indeciso.

A todo momento convivemos com prazos. Prazos do tipo em geral, não vou colocar nada em específico, mas vocês vão pegar o gancho logo mais. Existem pessoas que acabam lidando bem com isso, mas existem pessoas como eu, que é um puta sofrimento porque sou indeciso.

Eu sou aquela pessoa que não sabe se amanhã vai querer fazer a mesma coisa que hoje, que não sabe se amanhã vai querer fazer o mesmo caminho que hoje, que não sabe literalmente o que quer pra amanhã, mas que sabe o que NÃO quer fazer hoje e nem amanhã. É EXTREMAMENTE DIFÍCIL LIDAR COM ESSAS PESSOAS, porque normalmente, a sociedade não é indecisa e com isso, a sociedade não está acostumada com pessoas como nós (já coloquei você junto porque se ficou até aqui, é do bonde). Normalmente também, pessoas como nós tendem a pensar sozinhos, a agir sozinhos, a errar sozinhos e a consertar sozinhos.

Enfim, acho que sou bonzinho demais também.

Já até desisti de publicar esse texto, tá mega confuso, affe.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Estou Tentando Entender Essa Parte Que Dói #3

Ai gente, eu não sei mais o que fazer. Uns tempos atrás, eu fiz uma decisão que achei que seria a melhor pra mim.

Bom, ela não foi a melhor pra mim



Eu não deixei de fazer nada do que eu fazia, eu não fiz o que eu disse que faria e eu não consigo mais.

Eu queria ter voltado nesses tempos atrás, queria fazer diferente. Eu nunca fiz questão de existir, não queria incomodar. Um dia eu acho um jeito de aparecer, e você notar.

Só que agora já foi
(diz aquela voz interna irritante)



sábado, 18 de julho de 2015

Estou Tentando Entender A Vida #2

Tive uma das piores semanas da minha vida, ou foi a pior? Enfim, hoje, estou tentando entender a vida.

Em vários momentos da vida, eu a vejo como zoeira. Sabe aquela coisa que os adultos fazem com crianças (alguns, vamos usar como metáfora, ok?), dá o doce e depois tira, aí as crianças ficam chorando?


É A VIDA!
ela faz isso com a gente ;)


Se você não define sua vida como sendo zoeira nesse momento, provavelmente é porque você já passou por essa fase e hoje está em um momento muito melhor, então, palmas pra você, meu herói. Conta pra gente quanto tempo levou pra vida deixar de te zoar e zoar a vida alheia?


Ah, quanto a semana ter sido a pior de todas, não vamos entrar nesse assunto, hoje o assunto é a vida.


Vida linda, querida, meu amor, maravilhosa... --'

domingo, 7 de junho de 2015

Domingo de Eleanor Rigby #1

Eleanor Rigby, o único som que entrava em meus ouvidos naquele momento. Entardecer de domingo, devia ser 18 horas e poucos minutos, estava sentado na cama do meu quarto com um laptop no colo, eu precisava escrever.


Nunca tinha escutado nada dos Beatles, não sabia porque, talvez não era meu estilo, mas eu gostei. Talvez eu não tenha estilo mesmo. Eleanor Rigby não é fácil de se compreender, cheguei a pesquisar a origem da música e seu significado, mas até para os Beatles ela foi algo que surgiu do nada, primeiro surgiu seu instrumental, seu som, e depois a letra, engraçado, ao contrário. Talvez isso a deixou especial, afinal é Eleanor Rigby.


Chega, o assunto não é a música com um belo instrumental e letra confusa, o assunto é o entardecer de domingo. Subi um pouco mais o volume da música, e mais um pouco, e meus ouvidos vão chorar junto com meu fone de ouvido favorito. Olhei pela janela de meu quarto e dei de cara com uma construção aérea da nova linha do monotrilho, aquela que vai se juntar com o metrô. Não consegui ver nada além. O trilho estava bem á frente da linha do pôr do sol. Pensei, que merda!


Domingo vazio como sempre, então resolvi pensar na segunda-feira, não, melhor não, a segunda é difícil, ainda estarei preguiçoso na segunda, ainda sou o homem da atualidade na segunda, estarei melhor na quarta pra frente.


Preguiçoso, preguiçoso... porquê? Preguiçoso para mim se conecta a solidão. Ahhh não! Esse assunto de novo não. Solidão é algo que eu tenho que me acostumar e ponto final. Não é errado pensar no meu futuro sozinho, não é? É meu mesmo e nenhuma lei proíbe essa prática, ainda.


Tentei aumentar o volume da música mas o laptop não deixou, informou que estava em 100%. Saco, parecia baixo. Resolvi colocar a música mesmo, cantada, estava escutando apenas o instrumental. Se for  pensar, segui suas origens. Que lindo, não queria mais estar em meu quarto, deixa eu viajar, deixa.


Fechei os olhos, comecei a imaginar um clipe para a música, não deu certo. Então comecei a ver silhuetas dançando de um lado para o outro, o que é isso, não, sai daí. Foi então que me imaginei em uma rua escura, no frio, bem agasalhado com minhas mãos no bolso. Isso, agora estava interessante. Devo dizer que parecia algum lugar daqueles da Europa sabe, dane-se que é clichê, eu continuava andando pela rua ouvindo a música.


All the lonely people, where do they all come from?
All the lonely people, where do they all belong?


Lonely people, fazia sentido, eu me encaixo nessas duas palavras, é isso, Eleanor Rigby não é confusa. Da mesma forma que a letra se encaixou com o instrumental, minha imaginação foi obrigada a viajar, eu me vi, eu senti.


Voltei para meu quarto, olhei para o laptop, tudo estava confuso, tudo. Estava marcando 18 horas e 30 minutos naquele relógio do canto, número par pelo menos. Eu que nunca escrevi, tinha escrito algo, cool, e foi uma música que inspirou. Pronto, agora minha mente estava vazia, voltei a minha vida, not cool, not cool at all.